Moda Running // 04 jun 2014

Saiba qual é a principal lesão entre as corredoras

Autor Imagem Por Giselli Souza

O nome é estranho e para que não é da área soa como se fosse um palavrão: condropatia patelar, também conhecida como condromalácea patelar. Na prática, a características dessa lesão é uma dor insuportável em um ou nos dois joelhos (uiiiiii!), podendo ser causada por uma instabilidade nos músculos do quadril, encurtamento dos músculos ísquio-tibiais (posteriores da coxa) e excesso de treino (podendo ser repetições exaustivas de exercícios de flexão de joelhos e sobrecarga).

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Como muita gente me pede ajuda por aqui, resolvi voltar a escrever de um assunto chato, mas bastante recorrente para quem leva o corpo ao limite como nós. Para isso, pedi a ajuda do Dr. Evaldo Bosio Filho, da Prime Fisioterapia, mais conhecido também como meu marido, para explicar de uma forma simples para a gente esse mal que pode acometer qualquer uma de nós.

No caso da condromalácea, ela nada mais é que um “processo degenerativo da cartilagem que reveste a patela [rótula] e os côndilos femorais, sendo caracterizada por fissuras e erosões desta cartilagem. É uma lesão comum no mundo da corrida e atinge mais as mulheres que os homens, para cada 5 mulheres com condorpatia patelar temos um homem com a mesma lesão”, explica o Dr. Evaldo.

  • Como saber que está com essa praga?

A principal queixa das corredoras está relacionada à dor na região anterior do joelho, seguido de outros sinais clínicos como: crepitação e instabilidade articular (estalos na articulação do joelho), hipotrofia do quadríceps (perda da massa muscular) e derrame articular (edema).

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  • Qual é o diagnóstico?

O diagnóstico tem como base o histórico do paciente, sinais clínicos e exames de imagem, como o tradicional Raio X. Neste caso, a imagem pode apresentar alguns sinais como diminuição do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral. Na ressonância nuclear magnética é possível avaliar o grau da lesão, que pode ser classificada em cinco graus de severidade, sendo:

Grau O: Cartilagem normal
Grau I: Descoloração da cartilagem
Grau II: Fissura de até 50% da cartilagem
Grau III: Fissura superior a 50% da cartilagem
Grau IV: Erosão e perda total da cartilagem com visão do osso subcondral.

  • Como é o tratamento?

A fisioterapia tem o objetivo de diminuir prioritariamente a dor e também promover a manutenção dos movimentos articulares do joelho, assim como restaurar a força do aparelho extensor (músculo quadríceps) e prover correções posturais que possam influenciar os membros inferiores.

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“A fisioterapia esportiva é grande aliada atuando na prevenção, evitando que o quadro de severidade aumente. Através de avaliações biomecânicas e correções posturais é possível diminuir de forma significativa gestos que possam aumentar os fatores de risco e impedir o agravamento da lesão, principalmente entre atletas amadores, cujo número vem aumentando a cada dia”, conclui Evaldo.

Osso, né? Já teve essa lesão? Se sim, conta pra gente como foi a recuperação.

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2 COMENTÁRIOS

    Sandra Dalberti disse:

    Tenho nível IV diagnosticada por ressonância, depois de passar em vários ortopedistas o último que é especialista em joelhos me deu o diagnóstico, pare de correr, pare com musculação, faça só natação ou hidroginástica. Ok doutor outra hora nos falamos.

    Priscila disse:

    Eu tenho nos 2 joelhos, grau 3 no esquerdo. Adquiri por um desvio na coluna e agravou por excesso de atividade física na adolescência. Hoje tomo condroitina e glucosamina para lubrificar a região dos joelhos e faço fortalecimento com exercícios funcionais – recomendo. Já voltei a correr e a dor não é tão frequente nos meus treinos.

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