Destaque // 11 ago 2013

Meu pai, meu primeiro treinador

Por Giselli Souza

Hoje, dia dos Pais, é dia de homenagear eles… Os divos que nos ensinaram a dar os primeiros passos na vida e na corrida também. A Marina Figueiredo, diva que corre e leitora do blog, é uma das maratonistas que vai fazer o seu batismo em breve nos 42km, e na companhia do pai, seu primeiro treinador e fonte de inspiração. A 15 dias do seu grande desafio, ela compartilhou com a gente a sua história na corrida e, é claro, a sua relação com o pai, o também corredor e diretor da Corpore, José Reynaldo Figueiredo.

Na infância, os primeiros passos da Marina no esporte foram na bicicleta. Todos os domingos, o pai a tirava da cama para pedalar com o irmão, enquanto ele aproveitava para fazer o seu longão. Aos poucos, José Reynaldo, que também é diretor da Corpore (ONG e organizadora das principais corridas de rua do país),  começou a incentivá-la também para corrida, por meio das provas infantis.

Marina e seu divo, o maratonista José Reynaldo Figueiredo

Marina e seu divo, o maratonista José Reynaldo Figueiredo

“Eu nunca fui muito do espírito competitivo e ficava nervosa desde sempre. Prova disso, é que chorei antes da minha primeira competição de natação, aos 9 ou 10 anos. Tinha um medo…”, relembra Marina.

Aos 15 anos, Marina trocou a bicicleta pela corrida aos domingos e começou a acompanhar os pais o parque do Ibirapuera. Nesta mesma época, ela arrumou as malas e foi fazer um intercâmbio nos EUA, em Denver, mas mesmo assim manteve o ritmo de treinamento. No final do curso, fez na companhia dos pais uma corrida de 10km, chamada Bolder Boulder, na cidade de Boulder, no Colorado.

“Lá o ar é bem mais rarefeito. O cenário entre as montanhas é lindo. A prova é uma festa do início ao fim! Diversas bandas tocando. Uma plateia gigantesca assistindo e torcendo. Os moradores montavam mesas em seus percursos e serviam limonada, cookies, e até cerveja! Alguns vinham com jatinhos de água para refrescar os corredores. A corrida termina dentro do estádio da Universidade do Colorado. Essa foi a nossa primeira provinha juntos fora do Brasil”, se recorda.

Ao lado da família, na Maratona da Disney

Ao lado da família, na Maratona da Disney

Ao voltar do intercâmbio, Marina começou a praticar Karatê com o irmão e deixou um pouco de lado a corrida. O pai sempre a cobrava em relação aos treinos, principalmente os longões de domingo (sim, ela já fazia longão de 2h com 15 anos de idade), mas a nossa diva não estava muito animada nesta época. Quando entrou na faculdade, aos 18 anos, passou a treinar com mais seriedade, mas em um horário, digamos, um pouco impróprio: das 22h até a meia-noite.

“Meu pai ficava feliz e ao mesmo tempo não gostava que a filhinha dele fosse treinar nesse horário. Tive canelite. Tive dor no joelho pela primeira vez. Condromalácea patelar. Fiz fisioterapia por quase um ano. Meu pai já tinha operado o joelho três vezes e eu não queria puxar nenhuma das suas dores! Não lembro quando corri meus primeiros 21km, mas certamente foram ao lado do meu pai. Minha primeira provinha de 21 foi em abril de 2008, quando eu tinha 20 anos”, diz Marina.

Família corredora

Família corredora

Em janeiro de 2012, a família corredora foi fazer a Maratona da Disney. O pai, os 42km, ela, a mãe e o irmão, a meia maratona (21km). Foi a deixa que o José Reynaldo precisava para incentivar a filhota rumo aos 42km.  Com ajuda do Marco Antônio Oliveira, o Marcão (diretor da assessoria esportiva Infinitum), expert em corridas de longa distância, Marina começou a treinar desde o início deste ano para a sua primeira maratona ao lado do pai. O local escolhido foi o Canadá e a prova, a Maratona de Quebéc, no próximo dia 25.

Assim como nos outros desafios, além da companhia do pai, Marina terá o incentivo da mãe e do tio (que vão fazer a meia maratona) e da tia que estará na chegada. Essa será a 12. maratona de José Reynaldo.

As mudanças do treinamento para a primeira maratona. Dos longões, a suplementação e a perda das unhas...

As mudanças do treinamento para a primeira maratona. Dos longões, a suplementação e a perda das unhas…

“Durante todo esse ano, meu pai, que sempre me ensinou tanto sobre a corrida, que sempre me inspirou, motivou e fez-me ser quem sou hoje, tornou-se mais do que um treinador, mais do que um corredor, mais do que um simples pai… Ele ficou ao meu lado em treinos para me dar água. Ele acompanhou cada um dos meus dias. Agora eu já não me sentia mais cobrada por ele. Eu ficava feliz em sempre poder compartilhar com ele tudo o que se passava. Criei meu blog (www.correndodemais.blogspot.com.br) para contar da preparação para a maratona e falar de corrida em geral e ele compartilhou cada um dos meus posts…
Treinar pra essa maratona fez eu me aproximar ainda mais do meu pai. Meu melhor amigo.E faltam apenas 15 dias para esse grande dia!”, suspira Marina.

Fofo demais, né, divas?

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