Treinos e Provas // 28 nov 2017

Lesionar faz parte. Mimimi não

Autor Imagem Por Giselli Souza

Quando peguei o resultado da minha ressonância magnética no domingo eu confesso que deu um frio na barriga. Enrolei uma semana pra buscar o resultado. No fundo, eu já sabia. Apesar do pé não estar tão dolorido assim, nem tão inchado, o histórico de lesões passadas já denunciava que o entorse na comemoração da Maratona de Nova York não foi só uma “virada de pé”. Rompi de novo dois ligamentos.

Porém, ao contrário de todas as outras vezes, a fúria, seguida pelo “putz, que merda, de novo, essa bosta” durou pouco mais de duas horas. Peguei o celular e comecei a falar com alguns amigos. Os conselhos são sempre aqueles mesmos, “rompi os mesmos ligamentos e comecei a correr um mês depois”, “desencana e aproveita pra pegar mais forte na natação e no pedal“, “aproveita pra descansar e volta a correr em janeiro” foram algumas das coisas que eu ouvi.

Mantendo os treinos de bike firmes e fortes na USP com a minha amiga Ana Paula Volpon da Run&Fun

Mantendo os treinos de bike firmes e fortes na USP com a minha amiga Ana Paula Volpon da Run&Fun

O grande lance é que apesar de muita gente ter falado, eu mesma decidi que ia trocar uma ideia com a minha médica Ana Paula Simões e o meu fisioterapeuta Gabriel Peixoto para saber a gravidade da lesão e o que eu poderia fazer com ela. A boa notícia é que sim, vou poder continuar pedalando, nadando e fazendo musculação normalmente – sem exagerar obviamente nos pesos – fazendo fisioterapia duas vezes por semana e me comprometendo com as sessões de crioterapia diárias e alongamentos.

Ou seja, doeu bem menos do que eu pensei.

Tá tão de boa que pra ser sincera pra vocês eu tô achando até engraçado os meus dramas mexicanos do passado, quando eu me trancava dentro de casa e ia toda rabugenta para a fisioterapia. Ou melhor, quando ficava criando memes infantis por não estar correndo toda birrenta, feito uma criança mimada, com raivinha do mundo.

Vibrando pela Bel, no NB Mile Challenge. Foto: Fernanda Balster.

Vibrando pela Bel, no NB Mile Challenge. Foto: Fernanda Balster.

É incrível, mas quando a gente aceita, tudo fica mais fácil. Lesões só acontecem para quem é atleta. Quem não é, realmente a coisa complica. O organismo demora a reagir com o tratamento, a pessoa tende a se quebrar mais facilmente e até a chatice tende a ser maior.

Não é fácil chegar a essa conclusão, divas. Foram muitas e muitas lesões para se chegar até aqui, mas… caiu a ficha que é melhor aceitar e tentar enxergar o lado positivo do que restou do que ficar só focada na parte negativa.

Escrevam nos comentários as experiências de vocês com as lesões!

ipe

Arte reproduzida do post do instagram @escoladefelicidade


#LibertaDiva <3

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1 COMENTÁRIO

    Selma Azevedo disse:

    Adorei esse post, veio em boa hora… Fiz uma resonancia do joelho e ou ao Traumatolog amanha para que diga o que realmente eh… Ai vem os pensamentos… sera que vou ter que parar de correr?? Ai Meus Deus, o que sera que o medico vai me dizer… rsrsr PAssa um monte de coisas por nossa cabeca, mas, tem que esperar, e nao sangrar antes da emoragia…. rsrsr Bjs Divonica!!

Comentários fechados.