Divas que inspiram // 02 out 2017

Com a ajuda da corrida, ela redescobriu a vida após vencer o câncer

Autor Imagem Por Giselli Souza

Durante o mês de outubro, vou trazer aqui no blog relatos de divas do nosso pelotão que venceram o câncer e transformaram as suas vidas com a ajuda da corrida de rua.

Hoje o primeiro relato é da Adirlene Borges, diva cuiabana, mas que hoje mora em Aracaju. Há 13 anos ela descobriu que estava com câncer de tireoide maligno com metástase. O susto foi grande. Logo em seguida veio o baque e após receber o apoio da família decidiu entregar o tratamento aos cuidados de Deus.

“Meu Deus, faça o que for melhor, se for para me levar que seja sem sofrimento, e se ficar gostaria de que a doença não fizesse minha família sofrer. Assim segui, entrei na cirurgia de 5 horas sorrindo, mesmo após ouvir: – As cordas vocais são muito próximas da tireoide, como 90% do seu pescoço está comprometido com os tumores, há possibilidade de você nunca mais falar”, diz Adirlene.

DC

As primeiras palavras de Adirlene após a cirurgia foram (acredite!) “estou com fome”. Na cirurgia foi realizado o esvaziamento bilateral do pescoço, remoção total da tireóide e das paratireóides.

Devido a extensão da cirurgia ela precisou por um mês de ajuda para levantar, escovar os dentes, pentear os cabelos e até tomar banho.

“Os formigamentos, câimbras, retenção de líquido, humor, imunidade baixa, mudanças no organismo me assustavam, era tudo muito novo, reaprender a viver em uma nova condição, vieram como bônus alguns quilinhos difíceis de me livrar, devido ao metabolismo mais lento”, diz a diva.

Ela relembra o momento de reflexão que viveu. “ Não somos nada! Depender não é fácil, sempre devemos respeitar e amar o próximo, o futuro é incerto. Posteriormente tive que fazer um tratamento com Iodoradioativo. Fiquei isolada por três dias em uma sala de chumbo recebendo medicação, o que me deixou bem enjoada e 40 dias com o paladar reduzido”.

Adirlene teve duas recaídas da doença, na mesma região, e precisou passar pelo tratamento novamente. As sequelas foram as mudanças no organismo dela, como câimbras e formigamentos.

diva-aracaju

“Na cirurgia foi “cortado” parcialmente o trapézio do lado direito. Fizemos de tudo até que exames mais avançados constataram que era irreversível, causando uma monoparesia de membro superior, tenho desconfortos sempre, sendo assim fico limitada a realizar algumas movimentos ou esforços, o que resulta em uma dor insuportável da nuca até o início das costas, isso me tornou PNE (portadora de necessidades especiais).
Não tenho força total do lado direito e parte da musculatura atrofiou, causando notável desnível no ombro e na coluna”, diz Adirlene.

A paixão pela corrida

Com o pós tratamento, Adirlene descobriu na corrida de rua a válvula de escape para continuar na luta contra a doença. Mesmo com enfraquecimento muscular ela já pode subir ao pódio algumas vezes na categoria e viver a emoção, “pois só eu sei os “leões” com que luto diariamente e lutarei até o fim dos meus dias”.

Sobre as cicatrizes dos drenos, ela diz não ligar para os comentários e afirma que são tatuagens da vitória. “Estão aqui para me lembrar que milagres existem e que se eu puder ajudar as pessoas, estou sempre aqui de coração aberto”.

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4 COMENTÁRIOS

    Yahel disse:

    Que história mais linda e inspiradora!

    Adirlene disse:

    Obrigada querida! Somos todas guerreiras!

    Marcela Ojeda disse:

    Amiga linda! Nunca tive dúvida que vc é guerreira e vencedora! Presente de Deus na vida daqueles que como eu tive a oportunidade de ter na minha vida! Saudades…. Beijos no seu coração Diiiii !

    agda disse:

    Nossa florzinha! Muito feliz por ter você no nosso pelotão.Que mais mulheres se motivem a saírem do sedentarismo,conquistar novas amizades, superar seus obstáculos. Grande abraço a todas DC´S.

Comentários fechados.